quarta-feira, 20 de maio de 2015

A gente merece ser feliz

Olhando pela janela hoje à noite voltei alguns meses atrás.
Interessante chegar a conclusão que aquela janela acesa do outro lado da rua, no 18° andar, já foi motivo de muita dúvida, muitas esperanças e hoje, só significa que alguém reside naquele lugar.
Sim, foram anos esperando por você. Até sete meses atrás eu pensava "será que um dia seremos felizes?". Investi nesta relação, porém um dia resolvi que era tempo de uma nova vida, pois aquela já não era a minha.
Difícil estar numa relação onde não há cumplicidade, conexão. Até poderia existir amor, mas sozinho, ele não prospera, jamais.
Quando estávamos juntos parecíamos um casal perfeito. As pessoas achavam isso e eu acreditava que também éramos perfeitos.
Nos conhecemos na adolescência, sabíamos dos nossos defeitos, qualidades. Mas a sua beleza cansou. Suas histórias cansaram. Seus prazos, sempre dilatados me esgotaram. Eu só não tinha coragem de dizer chega. Era como estar numa gaiola com a portinhola aberta. Os pássaros todos cantando, voando e eu ali, presa naquela história que não era minha, nem sua, muito menos a nossa.
Hoje olho para aquela luz acesa e percebo o quanto foi necessário estar ali. Com a porta aberta pude olhar o que estava ao redor. Pude perceber que minhas asas, apesar de muito tempo paradas, ainda poderiam voar. Vi que não precisava ser alimentada; sim, eu poderia me alimentar sozinha.
Tomei coragem, fui até a beirada e me lancei no vazio. Senti o vento no rosto. O sentimento de satisfação que senti ao descobrir que poderia viver a partir dali foi tão palpável que me enchi da segurança que pensava nem mais existir e fui embora.
A felicidade logo bateu à porta. Logo ela que eu nem lembrava mais que existia. A prova cabal de que é preciso ter coragem para ser feliz.
Agradecida, imensamente agradecida por você ter deixado aquela portinhola aberta. Não fosse por isso hoje eu não saberia o que é verdadeiro e o que é falso, eu não poderia amar e muito menos ser amada. Afinal, a vida tem que ser leve, alegre. A gente merece ser feliz.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Naqueles dias

Sabe mulher naqueles dias? Então. A gente chora por um alfinete, a gente briga por uma formiga. A gente passa as horas trabalhando contando com o momento de sair, a gente passa as horas olhando para o espelho e pensando: por que eu existo?
A gente passa dias sem se tocar que o carinha que nos faz bem não ligou, mas nestes dias a gente passa o dia com o telefone do lado esperando que ele toque e, se não tocar, de nada importa se ele não sabia que ansiavamos pela ligação, a gente tem plena convicção que ele precisava ter ligado e dito apenas "oi, tudo bem com você?".
Há algumas que gritam, outras que escrevem (eu) rs, outras silenciam, mas o conteúdo é o mesmo, nossos sentimentos e medos mais profundos afloram.
Entramos em vibes sem noção, achamos que ele não nos ama ou que estamos feias. Não adianta falar, não adianta insistir, estamos assim, teimosas, carentes, sentimentais, doloridas.
A gente sabe que dali três, cinco dias passa, mas naquele momento parece que é eterno.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Seis meses

Se em um dia a nossa vida pode mudar drasticamente, o que dizer de seis?
É tempo demais e tempo de menos para muita história.
Durante este tempo eu já ri, chorei, orei, briguei, amei, odiei ter amado, fugi, sonhei, busquei respostas, encontrei e depois perdi. Escrevi, deletei, escrevi novamente.
Não sei se tudo isso foi recíproco, sei que jamais um equívoco, mas sei que os últimos seis meses não passaram em branco. Foram coloridos cada dia com uma cor.
Alguns foram mais claros, amemos. Outros mais escuros, turbulentos.
Houve dias de muito silêncio, que surpreendentemente foram ensurdecedores, mas eu compreendo que eles também foram necessários.
Enfim. Já se passaram seis meses e eu ainda acho que é tempo demais e tempo de menos para muita história.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Quando foi que me perdi pelos seus olhos?

Eu já disse que sempre preferi os verdes aos negros, e ao reler minhas linhas sobre eles, fiquei pensando: quando foi que me perdi pelos seus olhos?
É certo dizer que me perdi por você logo no primeiro encontro, mas não foram os seus olhos que me chamaram atenção naquele dia.
Buscando na memória, me deparo com frases soltas, risadas frouxas, ah sim, eu já havia falado deles para você, mas em tom de ciúmes: "se elas perceberem o quanto são lindos esses olhos elas vão se apaixonar", ou "quem não cai de amores por um moço como olhos tão verdes assim?"...
Mas, ainda revirando o "baú de recordações" acabei encontrando o dia quem enfim, eu me perdi pelos seus olhos. Foi no dia em que você chorou.
Assustadoramente eles ficaram ainda mais claros e eu quase vi sua alma por meio deles. Vi dor, vi medo, vi incertezas, vi amor, vi que não daria para passar dali.
A vontade que eu tinha era de pegar você no colo, pedir a Deus que apagasse tudo que nos impedia de estarmos juntos, mergulhar na imensidão dos seus olhos e deixar o destino nos levar.
Sua sinceridade, estampada nos seus verdes, me impediu de seguir adiante, mas a mesma sinceridade que escorria deles me fez saber que você era tudo que eu queria e podia ter.
Eu continuo achando que você é um perigo ambulante, no meio dessa multidão de mulheres, porque, vamos combinar: qual é a mulher que resiste a um par de olhos tão verdes e tão claros assim?
Faz tempo que não encontro esse par. Faz tempo que não me perco em seu olhar. Qem sabe daqui um tempo, nem eu nem você sabemos ao certo quando, a gente se esbarre novamente  e quem sabe sem impedimentos, eu me perca de novo em seu olhar e me reencontre em você.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Verdes são os meus prediletos

Que me perdoem os que carregam consigo duas esferas dominantes em suas faces, mas eu sempre caí de amores pelas recessivas. Quando era menina sonhava que meus olhos um dia seriam verdes.
Ah! Os verdes são os meus prediletos. Nem os azuis são tão expressivos quanto eles, pois mudam de tom por quase nada.
Uma lágrima e eles ficam ainda mais nítidos, como se ela virasse soro para deixá - los ainda mais reluzentes, mais claros, mais verdes.
Se eu pudesse, escolheria os verdes para acompanhar meus castanhos e não me cansaria de me perder dentro deles.
Seria um eterno prazer, uma eterna gratidão olhar através deles e quase enxergar a alma.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

50 tons: a indecência é fechar os olhos para o abuso



Que me perdoem os hipócritas, mas o filme 50 tons de cinza é muito mais que sexo. O filme, por ele mesmo é ótimo, a trama interessante, mas 50 tons é um tapa na cara da sociedade que prefere dizer que o filme é uma indecência diante de fatos muito mais profundos e muito mais reais na vida do ser humano, as consequências do abuso, sejam eles físicos, emocionais, sexuais.

 Anastasia Steels não é uma ingênua, ela é apenas uma moça virgem que se apaixona perdidamente por um homem. Mas daí eu pergunto: Qual é o passado da Ana?  Como ela mesma diz: minha mãe está no quarto marido... Não sejamos tão superficiais assim. No íntimo ela sabia que ele tinha problemas, e muito sérios. Ela é tão desajustada quanto ele. É a famosa comunicação “não falada” que acontece entre as pessoas quando se conhecem. Os espirais de comunicação dela se cruzaram com os de Gray e no momento seguinte os dois se identificaram.

Ela não foi abusada sexualmente, mas foi negligenciada, passou a vida inteira procurando atenções. O pai morreu, o padrasto criou, a mãe foi embora com outro e agora vive com outro. Ela buscava alguém que a cuidasse. Ela queria ser o centro das atenções. Ele foi abusado fisicamente e emocionalmente quando criança. A mãe, uma drogada, não lhe dava atenção. O padrasto, um traste que o queimou; o humilhou; que matou a mãe na sua frente. Foram horas até que a polícia os encontrasse. Cresceu com a necessidade de controle daquilo que ele nunca conseguiu dominar, sua vida. Todo o relacionamento é uma via de mão dupla, mas este é assunto para outro artigo.

Você sabe quantas crianças são abusadas diariamente neste país? Sabe onde e por quem elas são abusadas? Há 10 anos o Ministério da Saúde revelou que aproximadamente 200 mil crianças e adolescentes declararam ter sofrido agressão física e destes, 80% foram cometidos por pessoas da família ou próximas a elas. Em 2006, somente em Curitiba, 3390 crianças foram vítimas da violência doméstica. Mais de nove agressões por dia! A negligência vem em primeiro. Depois seguem as agressões física, sexual, psicológica e por fim, o abandono. Se os números só crescem... quantas crianças e adolescentes passam por isso hoje em dia?

E você aí dizendo que o filme é uma pornografia sem fim ou que Cristian Gray não é um homem a ser esperado pelas mulheres. Pare com isso. Sejamos mais decentes. Todo mundo sabe que sexo é sexo e que o mocinho só vai fazer parte do sonho erótico das mulheres até que outro galan mais sarado apareça na telinha. Gray não é o meu sonho de consumo, apesar de gostar de homens com cabelo bem cortado, uma camisa bem passada, uma gravata alinhada. Gosto mesmo do engomado. Mas ainda assim, prefiro o de carne e osso, e estável emocionalmente.

Saí do cinema com o estômago revirado. Senti a dor da Ana. Vi o horror e pavor nos olhos de Gray. Na história, ele é curado pelo amor dela (Isso não está no filme). E daí eu pergunto novamente: quantas das nossas crianças não estão desta mesma maneira, passando por agressões sem que as pessoas ao redor entendam seus silenciosos pedidos de socorro?

Pelo amor de Deus. A violência acontece em casa: pelo pai, tio, padrasto, vizinho, pai do amigo. Pela mãe, pela avó, pela tia, pela irmã.  A violência está nas igrejas. SIM, NAS IGREJAS: são padres, pastores, gurus, discipuladores, conselheiros, amigos. A violência está nas escolas: professores, diretores, orientadores .... e etc.

Até quando vamos fechar os olhos para o que acontece debaixo do nosso nariz? Volto a dizer, é muito fácil falar que o filme é indecente, quando de fato o que ficou claro foi a consequência do desajuste na vida de alguém.

As Redes de Proteção estão em todas as cidades, mas a comunidade faz vista grossa. As igrejas não tratam do tema abertamente, as escolas só dizem que as crianças precisam denunciar, mas não dão condições reais para que as denúncias ocorram. É mais fácil condenar o “comportamento libidinoso” da criança e do adolescente ao invés de saber de fato o porquê dela agir desta maneira.

Precisamos falar mais, criar espaços para o debate sadio. Precisamos tirar nossas máscaras. Precisamos olhar para o mundo como ele é, pois somente assim pessoas poderão ser resgatadas, tratadas, curadas.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Vencedoras como a Rainha Ester


Uma menina órfã de pai e mãe, exilada num país estranho, criada por um tio, levada ainda adolescente para um harém de um rei. Quem diria que uma judia com uma história tão difícil poderia mudar a vida de uma nação inteira?

A história da Rainha Ester é famosa tanto na Bíblia como no mundo secular, e hoje quero trazer algumas características que fizeram de Ester ser uma vencedora e com ela, todo o povo de Israel.

Ester compreendia o princípio de autoridade. Ela foi ministrada pelo tio durante a infância e adolescência, e aprendeu a ser submissa à sua autoridade, caso contrário, não teria atendido ao pedido de não revelar a ninguém sua origem judaica. Ester foi discípula.

Ester compreendeu o seu papel como líder. Ao saber que o primeiro-ministro, Hamã, havia baixado decreto para exterminar todos os judeus na Pérsia, Ester conclamou o povo judeu a jejuar, com ela, por três dias. Ester foi líder.

Ester compreendeu que seu Deus é Poderoso. A rainha ousou entrar na presença do rei Assuero, mesmo não sendo convidada a ter com ele, para desmascarar Hamã, revelar sua identidade e clamar por seu povo. Ester se posicionou na hora certa.

Quantas vezes nós mulheres, em nossos afazeres diários não passamos por situações que demandam que sejamos discípulas, lideres, ou que tomemos posicionamentos? E quantas vezes fizemos isso no momento certo?

A Rainha Ester só venceu porque aprendeu com seu líder, Mordecai, que Deus estava no controle da sua vida. A rainha Ester só venceu porque o povo atendeu ao chamado, quando se tornou uma líder. A Rainha Ester só venceu, porque se posicionou diante de Deus no momento certo.

Neste dia que comemoramos o Dia Internacional da Mulher que o Senhor possa ministrar sua vida de maneira que você seja uma discípula de excelência, uma líder bem compreendida e alguém que tenha plena consciência do momento certo de tomar posição em sua vida, seja ela pessoal, profissional ou espiritual.